LINFOMA FELINO – Causas e Tratamento

 

O que é o Linfoma Felino

Os tumores são um problema comum em Medicina Veterinária, sendo atualmente a principal causa de morte em 32% dos felinos domésticos.

A prevalência desta patologia está a aumentar devido a vários fatores, mas é, em grande parte, um resultado do aumento da esperança média de vida dos animais de companhia.

O linfoma é uma neoplasia maligna, que corresponde a aproximadamente um terço de todos os tumores nesta espécie.

 

 

O que o causa e em que idades é mais comum

A causa desta neoplasia é pouco conhecida, pensando-se que possa estar na sua origem a infecção por FIV, FeLV ou ambos; a exposição a fumo de tabaco; um estado imunitário alterado e estados de inflamação prolongadas no tempo.

 

A idade média dos gatos afetados por linfoma é de 9-12 anos, apesar de existirem casos de animais entre 1 e 16 anos de idade.

No linfoma felino, não se tem detetado maior predisposição relacionada com género ou raça, apesar de alguns estudos referirem maior predisposição em machos e siameses.

Os sinais clínicos são variáveis, e dependem da extensão da doença e da sua localização anatómica.

 

Que tipos de Linfoma Felino existem

Existem quatro tipos de linfoma, que apresentam os seguintes sinais clínicos:

  • Forma mediastínica: respiração de boca aberta, tosse, perda de apetite e perda de peso;
  • Forma alimentar: anorexia, letargia, vómito, diarreia, fezes com sangue;
  • Forma multicêntrica: aumento dos linfonodos, perda de apetite, perda de peso, depressão;
  • Forma extranodal: sinais clínicos dependem da localização.

 

A forma mediastínica ocorre mais em gatos novos e infetados com FeLV, enquanto a forma alimentar está associada a gatos mais velhos e não infetados com o FeLV.

Atualmente, a forma alimentar é considerada a mais comum nesta espécie.

 

Como se diagnostica o Linfoma Felino

O diagnóstico deve ser feito com base numa completa história clínica, associada a exames complementares.

Os animais suspeitos também devem ser testados para FeLV/FIV. O diagnóstico definitivo deve ser obtido com radiografia/ecografia e posterior citologia/biópsia da massa e biópsia medular.

Devido às diferentes apresentações e localizações anatómicas, observadas em felinos com linfoma, o tratamento não é consensual, sendo a quimioterapia o mais utilizado, muitas vezes em associação com radioterapia e/ou cirurgia.

Estas características também tornam difícil a emissão de prognóstico.

Porém, os fatores associados a prognósticos positivos são: a presença de linfoma de baixo grau, uma resposta completa ao tratamento e a inexistência de infeção pelo FeLV.

 

Qual o tratamento para Linfoma Felino e taxas de sucesso

O tratamento para Linfoma Felino éessencialmente composto por Quimioterapia.

Geralmente, a percentagem de gatos com linfoma com resposta completa à quimioterapia é de 50 a 80%, sendo o tempo médio de sobrevivência de 6 meses.

Em geral, gatos não infetados com FeLV, que atingem resposta completa com protocolos quimioterápicos, possuem alta probabilidade de sobrevivência a longo termo, aproximadamente 35% sobrevive até 1,5 anos após diagnóstico.

 

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3 respostas
  1. Márcia diz:

    Senhores, Boa tarde! Tenho uma gata filhote (6 meses) que diagnosticou FELV – Reagente. Estou dando um complemento alimentar Lysin Cat que está deixando ela forte, para não baixar a parte imunológica no hemograma. Porém os glanglios continuam inchados na região do pescoço. Existe algum medicamento que fazem estes glânglios sumirem? Já fiz exame de citologia e não acusou nada. O que devo fazer ? Esta gatinha nem parece ter FELV, brinca o dia todo, e amo muito a NIna. Será que ela terá poucos dias de vida devido a doença? Não há nada mais que eu possa fazer para reverter este quadro? Por favor me ajudem! Obrigada!

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